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terça-feira, 12 de abril de 2011

ESPERANTE

Sou um esperante um tanto ansioso e esperançoso. Assim como a vida é feita de esperas. Espera-se praticamente tudo. Relativamente, todos esperam. Alguns simplesmente preferem não esperar e destemidos seguem um curso de vida duvidoso e muitas vezes volúvel.
Os que esperam... Como sofrem! Durante o tempo que passa as opiniões mudam, as palavras mudam, até o corpo muda, mas a espera, essa continua a mesma, com o mesmo peso, com o mesmo sofrer... Alguns são forçados a aprender a esperar e nessa lição nem sempre se tira um 10, talvez por isso sejamos tão impacientes.
É importante mencionar que durante essa espera as escolhas tornam-se mais difíceis e não se deve olhar apenas para o presente, mas sim, fundamentar nossas escolhas num “se” atrelado às várias possibilidades futuras... E geralmente nos passa despercebido que essas mesmas escolhas derivam de alternativas que na verdade são delimitações, parte de um jogo onde nós somos os atores, o mundo é o palco principal e o enredo é escrito a partir de nossas desilusões. Há quem espere a morte como eu, há os que esperam uma pequena vida, há os que esperam não esperar e há até os que esperam sem perceber. Espera-se à noite, a noiva, a lua, os sonhos, as horas... Mas existem coisas que não se esperam, tais como doenças, roubos, problemas e mesmo assim, elas vêm...
Alguns esperam que um amor antigo renasça, outros esperam por um novo amor, alguns esperam uma palavra de consolo, um sorriso, um olhar, um “eu te amo”, um perdão que espero até hoje, de pessoas mas sei que jamais obterei, portanto aproveito este espaço para pedir a tantas pessoas, pois somos devedores um dos outros, perdão à meus filhos que são a razão, a luz de minha vida e os amarei sempre enquanto Deus me fornecer o ar que respiro, o tempo de vida para viver. Você o que espera? Um carro, bom emprego, riqueza, felicidade, saúde, pois bem, isso pode não vir com nenhuma teologia, seita, religião a não ser com muito esforço e saude que só Deus pode nos dar. Por isso procure esperar o que é mais certo. Desejos, sonhos e objetivos mudam com o tempo, mas você sempre será o mesmo! Então, espere o bater das ondas nas pedras, mas se proteja, não mergulhe, se estiver no raso você poderá pular as ondas... E ver que a tua espera foi tão bela como estas ondas que você facilmente pulou e que a vida te tornou tão forte quanto o mar que está sob seus pés.O que separa corações não é a distância, é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado-a-lado. Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança. Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.
A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.
Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos. Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa. Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos. Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes. Precisamos nos dar de coração a coração. A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la. O amor transforma tudo. Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão! Não permita que elas se sintam melhor fora de casa que dentro dela! Dê atenção, dê do seu próprio tempo! Comunique-se! Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos. Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que a ama? A gente não recupera tempo perdido. Mas podemos decidir não perder mais. Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram. Há sempre tempo para se amar. E se não houvesse, o próprio amor (Jesus) seria capaz de o inventar.

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