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segunda-feira, 2 de abril de 2012

AREA DE SEGURANÇA DO TRABALHO VALORIZADA

Em novembro (dia 27) comemora-se o Dia do Técnico de Segurança do Trabalho. A data é comemorada por conta da regularização do ofício pela Lei nº 7.410, em novembro de 1985. É um setor que sofreu uma grande repaginada nos últimos anos, decorrente da evolução de normas trabalhistas e valorização por parte das empresas.
A princípio, a Segurança do Trabalho tinha apenas a função de prevenir acidentes. Com o passar dos anos e com a carga horária cada vez maior, foram surgindo as chamadas patologias do trabalho. Assim, ficou por cargo do técnico também esta responsabilidade: a de prevenir doenças ocupacionais que são decorrentes da exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve. Elas podem provir desde exposições da pele a produtos químicos, até lesões por esforços repetitivos (LER), por exemplo.

O principal foco do técnico é a prevenção. Ele precisa trabalhar o tempo todo para evitar situações adversas e mostrar para a empresa onde estão os potenciais focos de doenças, acidente e medidas de controle. Existe também a atuação na correção de fatos ocorridos – apontar as causas para que acidentes semelhantes não venham mais a acontecer. “Isso pode evitar afastamento de trabalhadores, pagamento de indenizações e dar a confiança necessária para todos profissionais atuarem com extrema segurança. O colaborador que se sente protegido pela empresa se dedica e produz mais”, salienta Renê Cavalcante, diretor de desenvolvimento profissional do Sindicato do Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo – Sintesp.

A legislação obriga que as empresas tenham técnicos de segurança do trabalho. A norma regulamentador, a NR-4 SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), possui uma regra que mede a proporção de profissionais na área de acordo com o número de colaboradores da empresa. Existem também os chamados grupos de risco que vão do nível 1 ao 4. O último é classificado em atuações como, construção civil e metalúrgicas, enquanto o primeiro é aplicado em escritórios administrativos, por exemplo. Portanto, quanto maior o nível de periculosidade, mais técnicos da área deverá ter a companhia.

“Apesar desta obrigatoriedade, muitas empresas já contratam os profissionais do segmento sem necessitar. Grande parte das organizações está consciente de que precisa trabalhar o lado dos acidentes e riscos do trabalho por uma questão de qualidade de vida do funcionário e aumento de produtividade”, conta Robson Santos de Jesus, técnico de segurança do trabalho da Catho Online. Segundo Robson, o absenteísmo, a rotatividade e afastamentos diminuem progressivamente com a atuação do técnico.


Requisitos
Para se tornar um profissional é necessário o curso técnico de nível médio de Segurança do Trabalho. A carga horária é de 1.200 horas e depende da instituição de ensino distribuir esse período. Além disso, deve completar 400 horas de estágio.Para se destacar, deve ser bem consciente de seu papel. Ser bem informado, conhecer os temas básicos da área, se manter atualizado sempre e ter alguns diferenciais como higiene ocupacional e o idioma inglês. Como existem muitas multinacionais necessitando dos técnicos, a língua estrangeira acaba se tornando um diferencial para comunicação com a matriz, por exemplo.

Fonte: Área de Segurança do Trabalho valorizada | Portal Carreira & Sucesso

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