A qualidade da formação do Técnico de Segurança é questionada por muitos profissionais da categoria. Eles consideram que há muito que melhorar, apesar de haver excesões. Cada vez mais escolas oferecem o curso Técnico de Segurança do Trabalho. O fato de algumas empresas serem obrigadas pela NR 4 a ter esse profissional atrai ainda mais alunos. Como há reserva de vaga, há a ideia de que existem vagas para todos. Surgem muitos cursos e instituições oferecendo. Quando há muita oferta, a tendencia é a qualidade cair. É uma questão quase de policia. Os cursos se multiplicam cada vez mais com baixa qualidade de ensino. Em São Paulo saltamos de 12 escolas para quase 300. O piso do estado (R$2.261) induz essas instituições a oferecer o curso com a promessa de mercado de trabalho, que não acompanha essa explosão. Vivemos uma mercantilização em termos de quantidade e qualidade. Muitos cursos tem qualidade vexatória. Faltam laboratórios, bibliotecas e ferramentas didáticas para o aprimoramento prático dos professores e alunos. É até uma incognita como muitas dessas escolas técnicas conseguem autorização do MEC para funcionar. Muitos alunos e professores nunca tocaram num medidor de pressão sonora e que se espantam quando veem uma bomba para tubos colorimétricos ou uma árvore de termometros. Tambem desconhecem a necessidade de saber sobre a gestão dos programas voltados para a SST e de seguir um metodo cientifico nas avaliações ambientais. Muitos revelam que nas escolas só escutam legislação e NR´s. Existem casos de recém-formados dando aulas, sem nenhum conhecimento pratico. Os futuros profissionais devem procurar instituições de ensino preocupadas com a qualidade de formação. Uma boa instituição deve oferecer corpo decente preparado, carga horaria compativel, aliar teoria e pratica em empresas para estagios,ter laboratorios adequados, tecnologia, biblioteca, e o curriculo deve dialogar com as demandas das atividades economicas locais. Em escolas tecnicas federais, o nivel dos professores chega a mestrado. Há varias opções para os futuros Técnicos de Segurança do Trabalho vivenciarem a educação continua, almejando novos conhecimentos por meio de capacitações, extensões e trocas de informações realizadas por grupos de profissionais. Também é necessario estar atento às especificações da atividade economica em que atuam. O mais importante é não ficar parado no tempo e ir em busca de novas oportunidades. As exigencias são de multiplas capacidades: educador, gestor, negociador, comunicador. O profissional precisa saber falar diferentes linguagens para convencer trabalhadores e diretoria a abraçarem a prevenção. Saber dialogar e ouvir é fundamental. Em um país que avança com diversos projetos como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as obras da Copa do Mundo, o Técnico de Segurança do Trabalho é essencial para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho e a proteção dos trabalhadores, preservando o bem maior, que é a vida das pessoas.
ESSE TEXTO foi extraido da Revista Proteção, com a participação de muitos profissionais preocupados como eu com o ensino técnico de hoje em dia.
OPINIÃO DO AUTOR DESTE BLOG: Sou formado pela FUNDACENTRO com muito orgulho embora as NR´s em 1979 se resumiam em pequeno numero, não existia um PPRA (NR9) PCMSO( NR7) PCMAT (NR 18)e nossas ações se resumiam em PLANOS DE SEGURANÇA. A maioria dos colegas participantes do curso, já atuavam em grandes industrias e nossos relacionamentos proporcionava visitas as instalações das mais diversas empresas com segmentos diferenciados como uma CRYSLER, ESTIRENO, COSIPA, PETROBRAS, entre outras. Estes relacionamentos nos proporcionavca treinamentos praticos em campo. Alguns colegas que participaram deste texto acham a falta de fiscalização a essas instituições se dá devido a falta de um Conselho, embora eu continuo com a opinião de que o MTE poderia muito bem utilizar os serviços dos Estagiarios ou até mesmo dos Técnicos de Segurança do Trabalho com experiencia em ações como: inspeções, avaliações, programas educativos de prevenção, jamais com poder de fiscalização sendo esta atribuição exclusiva do Auditor Fiscal mas devido a falta desses profissionais seria de grande valia neste campo de prevenção em prol da Segurança e Saude do Trabalhador. Em contatos estabelecidos com a Ouvidoria do MTE devido esta minha solicitação, demonstro aos profissionais da área e demais estudantes que anseiam atuar como Técnico de Segurança do Trabalho a resposta da Ouvidoria do MTE na integra:
Prezado Prevencionista TST:
Em atenção a sua manifestação, lamentamos a demora no envio da resposta. Tal acontecimento não é um procedimento padrão, porém, devido a problemas internos, não foi possível responder sua demanda em tempo hábil.
Em relação a sua demanda, informamos que, atualmente, de acordo com a legislação vigente, não há previsão de trabalho conjunto entre os auditores ficais do trabalho com os técnicos de segurança e saúde no trabalho, mesmo porque os dois têm atribuições bem diversas, um trabalhando com finalidade pública e o outro para a área privada.
Esclarecemos que, pela legislação vigente, o mais próximo que se chega dessa situação é o que podemos observar no DECRETO N. 4.552, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2002, que no seu Art 22, explica o seguinte: "O Auditor-Fiscal do Trabalho poderá solicitar o concurso de especialistas e técnicos devidamente qualificados, assim como recorrer a laboratórios técnico-científicos governamentais ou credenciados, a fim de assegurar a aplicação das disposições legais e regulamentares relativas a segurança e saúde no trabalho".
Ainda assim, mesmo que muito contributiva, esta situação se encontra longe da realizade cotidiana do corpo fiscal, devido aos constantes contingenciamentos de recursos públicos. Provavelmente essa prática deva ocorrer mais por conversas técnicas, porém informais e, quando não sob a atividade da ação fiscal, feitas sempre com o auxílio voluntário e de boa fé dos profissionais técnicos em segurança e saúde do trabalho.
A Ouvidoria agradece sua sugestão e acrescenta que o tema sugerido ganharia mais força caso fossem observadas boas práticas regionais, relatadas periodicamente pelas unidades descentralizadas do MTE, que poderiam ser copiadas por outras localidades, ao invés de se buscar uma ação transformadora que parta do órgão central, ao qual não cabe legislar.
Sem mais no momento, colocamo-nos a disposição para outras informações.
Atenciosamente,
Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho
Secretaria de Inspeção do Trabalho
Ministério do Trabalho e Emprego
Então ao termino desta minha explanação conclamo aos Senhores Politicos: " Já que existem tantos cargos "comissionados" nesta nação sem utilidade publica pratica, apenas para esvaziar um pouco mais o bolso dos contribuintes, porque não utilizar os futuros Técnicos de Segurança do Trabalho junto ao MTE com o intuito de auxiliar os auditores em ações prevencionistas nos ambientes de trabalho antes que essas empresas sejam notificadas e multadas? Não seria de grande valia colocar o Brasil em um patamar mais elevado evitando assim tantos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em nosso Pais?
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